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(Ufu 2018) O “brilho” das placas de trânsito, quando recebem luz dos faróis dos carros no período da noite, pode ser compreendido pelo efeito da luminescência. Sem esse efeito, teríamos dificuldade de visualizar a informação das placas no período noturno, o que acarretaria possíveis acidentes de trânsito.

Esse efeito, conhecido como





Esta é uma ótima questão para relembrarmos os vários tipos de emissão de luz, mas antes de irmos direto ao assunto, para construirmos um conhecimento sólido e robusto, é fundamental que conheçamos o modelo atômico de Bohr, também conhecido como Rutherford-Bohr.


Primeiramente, de acordo com Rutherford, a maior parte da massa do átomo encontra-se em uma pequena região central (núcleo) de carga positiva e os elétrons estão ao redor do núcleo em órbitas circulares






Porém havia um problema. Com o passar do tempo, o elétron perderia energia e devido a atração entre as cargas, se aproximaria do núcleo em uma espiral até atingi-lo, provocando o colapso dos elétrons



o modelo proposto era instável e ele precisava ser melhorado.





Foi então que Bohr fez suas contribuições.


Primeiramente, ele chamou as órbitas de camadas, que ficaram conhecidas também como órbitas estacionárias, e atribui a cada uma delas uma letra, sendo a mais próxima do núcleo a camada K, a seguinte L, depois M até Q e formulou 4 postulados
  1. Cada camada está associada a um nível de energia, assim a camada K seria o nível 1, L seria o nível 2 e assim por diante até o 7 (nota: um átomo pode ter menos de 7 camadas) e quanto mais afastada do núcleo maior é sua energia




  2. Um elétron só pode orbitar o núcleo em um desses níveis, ou seja, ele não pode permanecer entre 2 camadas.



    Podemos dizer também que, sua energia deve ser um múltiplo inteiro da constante de Planck ~ 6,62.10-14



  3. Ao excitarmos um elétron, fornecer energia, ele pode saltar para um nível superior, porém, a energia é quantizada, isto significa que ele só pode absorver uma quantidade específica de energia ou um múltiplo dela. A energia que um elétron absorve é chamado de quantum, é como se fosse um pacote de energia



    Assim um elétron pode receber 1 quantum, 2 quantums, 3 quantum etc. Frações de quantum não são permitidas, exemplo, ele não pode receber 1/2 quantum, teoria que ficou conhecida como quantização da energia.




    O elétron também pode voltar para um nível inferior, ao fazê-lo ele libera energia na forma de fóton (um termo mais elegante para luz)



    Estes “pulos” entre os níveis são chamados de transição eletrônica ou saltos quânticos.



  4. Enquanto um elétron orbita o núcleo em uma camada ele não emite energia, exemplo, enquanto ele estiver na camada L ele não perde energia.




Este último postulado resolvia o problema da instabilidade do modelo de Rutherford. O modelo Rutherford-Bohr é o que explica a emissão de luz.

Já podemos eliminar as alternativas a e d.1





Agora podemos nos debruçar sobre as diversas formas de emissão de luz, que se dividem em 2 categorias, incandescência e luminescência.


Incandescência se caracteriza pela produção de calor para a emissão de luz, por exemplo, a lâmpada incandescente






ela é formada principalmente por um bulbo, feito de vidro, e dentro deste um filamento de tungstênio (74W) e um gás inerte argônio (18Ar) ou nitrogênio (7N)






o tungstênio se aquecia, exitava os elétrons do gás que saltavam para uma camada mais externa e ao retornarem emitiam luz







As emissões de luz que não produzem calor, ou produzem muito pouco, são categorizadas como luminescência, que se subdivide em 4 tipos principais:


Fluorescência


Emissão de luz provocada por radiação de alta frequência (ultravioleta, raios-x). Dura enquanto houver estímulo.


Exemplo, lâmpada fluorescente






seus principais componentes são vapor de mercúrio em baixa pressão e uma tinta no interior do tubo de vidro






quando ela é ligada, gera-se uma ddp provocando o deslocamento de elétrons entre seus extremos, os elétrons por sua vez colidem com os átomos de mercúrio que ficam excitados e emitem luz ultravioleta






esta é absorvida pela tinta que emite a luz que vemos




Ao cessarmos o fornecimento de energia, a lâmpada apaga.






Fosforescência


Certamente você já viu aqueles adesivos de estrelas que ficam nos tetos dos quartos e brilham no escuro




Enquanto há luz, os elétrons dos adesivos absorvem energia e posteriormente a liberam vagarosamente, ou seja, eles emitem luz mesmo após cessar o estímulo.


Esta é a principal diferença da fosforescência para a fluorescência.






Quimioluminescência


Emissão de luz gerada por uma reação química.


O exemplo mais comum são aquelas pulseiras de festas






Bioluminescência


Bioluminescência também é a emissão de luz gerada por uma reação química, mais especificamente por seres vivos, por exemplo, algumas águas-vivas e vagalumes






Pronto, agora que nós conhecemos os principais tipos de luminescência podemos responder sem nenhum esforço a questão.

Com certeza o brilho das placas de trânsito não é provocado por causa da bioluminescência, eliminamos a b.

Sobrou apenas 1.





Gabarito letra c.


1: a alternativa a atribui ao modelo de Rutherford a explicação para o efeito de emissão de luz (brilho) das placas, porém note que os modelos Rutherford e Rutherford-Bohr são coisas diferentes.


Para uma explicação mais completa sobre modelos atômicos, aqui está.

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